E a Semente de Milho?

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Quando falamos em plantar milho a análise de alguns pontos são fundamentais para o sucesso em uma lavoura. Vamos discutir este tema juntos?

Antes mesmo da definição em plantar milho, o produtor deverá levar em conta pontos como fertilidade do solo.  Para isso lança mão de uma análise de solo, e a atenção com a previsão climática também é um ótimo ponto a ser avaliado. Outra necessidade é o entendimento da finalidade da lavoura se para grão ou silagem, pois em virtude desta deve-se analisar a melhor época para plantio e colheita, o conhecimento do relevo de suas áreas, maquinário apropriados pois como sabemos a semente é um ser vivo e por isso respira e está sujeita a diversas interações com o meio.

A utilização de sementes devidamente certificadas é hoje uma necessidade, haja visto que todo seu processo de produção e certificação é controlado por órgãos fiscalizadores e os mesmos nos garantem que a semente foi produzida de maneira a se conhecer sua origem genética,  através de meios regulamentados que cumprem determinados processos e regras físicas, fisiológicas e sanitárias.

Quando o produtor compra as sementes certificadas ele tem a certeza de que elas foram produzidas dentro de um sistema de controle de qualidade que envolve desde a condução no campo de produção até o armazenamento, passando pela secagem, limpeza, classificação, tratamento, embalagem e análise laboratorial.

Mais um ponto muito importante é optar pelo TSI (Tratamento Industrial de sementes) . Este é o processo pelo qual aplicam-se ingredientes químicos e ou organismos biológicos (Defensivos Agrícolas) às sementes para auxiliar no controle de algumas pragas e doenças que atacam as sementes, bem como também a adição de alguns nutrientes que podem impulsionar a nutrição da planta e consequentemente seu resultado em produtividade. O TSI é muito recomendado pois é realizado em ambiente totalmente controlado e com processos mais seguros e mais eficazes. Já que muitos fatores influenciam a integridade e a eficácia da semente e comprometem o rendimento do produto vale ressaltar que as máquinas utilizadas neste processo industrial bem como a compatibilidade dos produtos e suas doses, recomendadas esta sincronia de diversos fatores é fundamental para um bom estabelecimento da semente. Sendo assim, o TSI é muito eficiente no combate aos efeitos negativos das pragas iniciais do plantio, o que auxiliará os agricultores a produzirem mais e com melhor qualidade, ao mesmo tempo em que minimiza os riscos de contaminação do meio ambiente e intoxicação com o tratamento On Farm.

O Transporte também é um item a ser considerado, pois precisamos evitar ao máximo os danos nas embalagens de sementes, para garantir a máxima qualidade. Além disso, é necessário proteger as sementes contra o excesso de calor e umidade.

Quando recebe as sementes em sua propriedade, o produtor precisará se atentar para o correto manejo de pragas e doenças das sementes armazenadas, com isso preservando a qualidade genética das sementes adquiridas. Uma limpeza no local onde as mesmas serão armazenadas e o descarte dos dejetos coletados para evitar a infestação por insetos e fungos se faz necessário.

Com o tempo as sementes perdem seu potencial germinativo e de vigor. Algumas ações na armazenagem podem dar mais longevidade as estes dois fatores. O local de armazenagem deverá proteger as sementes de luz solar e altas temperaturas além de estar sempre ventilado. Para evitar umidade as sementes deverão ser armazenadas sobre pallets e ficarem com distância aproximada de 50 centímetros das paredes. O piso deverá ser limpo e seco, assim como as paredes. Sementes tratadas deverão ser armazenadas em local restrito e seguro, longe de alimentos e rações e fora do alcance de crianças, animais e pessoas não autorizadas.

O Monitoramento de pragas neste momento é fundamental para garantirmos a qualidade final da semente. Para isso também é importante o conhecimento de pragas que atacam sementes armazenadas, os seus hábitos alimentares, e os seus ciclos de vida.

Caso identifique presença de pragas e/ou fungos, encontraremos no mercado dois métodos para controle: o físico e o químico. No primeiro, o físico, utilizamos o manejo de temperatura, umidade do ar e inseticidas naturais, podendo ser utilizados de maneira isoladas ou combinados. Já para o controle químico fazem uso de inseticidas e podem ser efetuados de forma preventiva, quando o período de armazenagem for superior a 60 dias e curativo quando identificada a infestação. Os métodos químicos mais comuns são expurgo, atomização e nebulização, em todos os casos o uso de EPI é fundamental.

De posse dos cuidados acima é chegada a hora do plantio, e neste momento a utilização de equipamentos limpos e com revisões devidamente realizadas além de calibrados e regulados irão aumentam a eficiência na implantação da lavoura.

Pronto, agora que já conhecemos um pouco mais, vamos para o campo. Ótimo Plantio!

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